‘E cá estou eu, conquistando o pódio paralímpico de natação pelo Brasil’
Susana Schnarndorf superou o MSA e conquistou a prata pelo Brasil em 2016
“Um corpo saudável não me traria até aqui”
“Você vai morrer daqui a três meses”, cravou um dos tantos médicos que teimavam em determinar minha data de validade. Era 2005 e eu havia acabado de ser diagnosticada com MSA, doença degenerativa de múltipla falência dos sistemas. Nos quadros mais otimistas, após manifestá-la, os pacientes vivem por três anos. O sistema nervoso definha pouco a pouco, levando embora a mobilidade e tudo o que ela possibilita. Mais do que me forçar a largar a natação, a corrida e as pedaladas que tanto amava, a doença me privou de trivialidades como escovar os dentes e pentear o cabelo sozinha. Eu me perdi de mim. Por quatro anos tudo o que fiz foi chorar, com dó da mulher atrofiada que me encarava no espelho. Quando percebi que lágrimas não levariam a MSA embora, voltei à piscina… E nela me reencontrei. Lá se vão…
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