Brasil já triunfou (e já desabou) sem seu grande craque
O que esperar do Brasil na reta final da Copa do Mundo sem Neymar, que se despediu da competição ao sofrer uma falta duríssima do lateral colombiano Zuñiga, nos momentos finais da partida desta sexta-feira, no Castelão, em Fortaleza? A história da seleção pentacampeã no torneio tem pelo menos dois casos que fazem lembrar o […]
1/10 Neymar chora de dor após falta do colombiano Zuñiga no Castelão, em Fortaleza (Ivan Pacheco/VEJA)
2/10 Neymar se contorce de dor após falta do colombiano Zuñiga no Castelão, em Fortaleza (Marius Becker/EFE/VEJA)
3/10 Neymar é retirado de maca do campo, após falta do jogador colombiano Zuñiga (Fabrizio Bensch/AFP/VEJA)
4/10 Neymar é retirado de maca do campo, após falta do jogador colombiano Zuñiga (Fabrizio Bensch/Reuters/VEJA)
5/10 Neymar é retirado de maca do campo, após falta do jogador colombiano Zuñiga (Kai Försterling/Getty Images/VEJA)
6/10 Neymar é retirado de maca do campo, após falta do jogador colombiano Zuñiga (Fabrizio Bensch/Reuters/VEJA)
7/10 Neymar geme de dor após entrada dura do jogador da Colômbia (Eitam Abramovich/AFP/VEJA)
8/10 Marcelo pede assistência médica para Neymar (Leonhard Foeger/Reuters/VEJA)
9/10 O colombiano Juan Zuñiga dá entrada dura em Neymar (Odd Andersen/AFP/VEJA)
10/10 Neymar sofre falta violenta do jogador Zuñiga durante jogo no Castelão, em Fortaleza (Pool/Getty Images/VEJA)
O que esperar do Brasil na reta final da Copa do Mundo sem Neymar, que se despediu da competição ao sofrer uma falta duríssima do lateral colombiano Zuñiga, nos momentos finais da partida desta sexta-feira, no Castelão, em Fortaleza? A história da seleção pentacampeã no torneio tem pelo menos dois casos que fazem lembrar o desfalque do camisa 10 para a semifinal contra a Alemanha, na terça-feira, no Mineirão. No primeiro deles, o Brasil superou a ausência de seu principal jogador e seguiu firme rumo ao título mundial; no outro, com seu craque maior caçado em campo e fora de combate num jogo decisivo, a seleção foi incapaz de avançar. São episódios que aconteceram num período de apenas quatro anos – e que envolveram o maior camisa 10 da história do futebol, Pelé. No Chile-1962, com a base que já tinha conquistado o título na Suécia-1958, o Brasil perdeu Pelé logo na segunda partida, contra a Checoslováquia. O craque não foi vítima de uma entrada violenta: ao arriscar um petardo de fora da área, sentiu uma distensão no músculo da coxa direita e arrastou-se até o fim do jogo no Estádio Sausalito, em Viña del Mar. Amarildo entrou em seu lugar na partida seguinte, fez uma Copa notável e ajudou a equipe a derrotar a mesma seleção checa na final. Passados quatro anos, a seleção voltava a defender o título, agora na Inglaterra-1966, mas com uma equipe envelhecida (e prejudicada por uma preparação confusa e atribulada). Pelé, desta vez, foi vítima das entradas brutais de dois adversários europeus. Logo na estreia, contra a Bulgária, o Brasil sofreu quatro faltas nos primeiros treze minutos de jogo, três delas justamente sobre o camisa 10. Ao cobrar uma delas, Pelé inaugurou o placar e abriu o caminho para a vitória do Brasil. Sem condições de jogo para o duelo seguinte, contra a Hungria, o melhor de todos os tempos viu das arquibancadas do estádio Goodison Park, em Liverpool, a derrota brasileira por 3 a 1. Ainda baleado, Pelé voltou para o jogo de vida ou morte contra Portugal, de Eusébio. De novo, entretanto, o rei do futebol foi caçado de forma implacável. Depois de sofrer uma falta duríssima do zagueiro Moraes, Pelé limitou-se a fazer número em campo, já que não eram permitidas substituições. A seleção era eliminada logo na primeira fase. Pelé, então com 25 anos, teria de esperar mais quatro anos para recolocar o Brasil no topo, comandando a equipe na conquista do tri, no México, em 1970.
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Brasil 0 x 0 Checoslováquia, em 1962: assista à contusão de Pelé a 1min30