Acervo · Esporte
Pirlo, o maestro: a arte de um futebol que não existe mais
Craque da Itália é um meia à moda antiga. Mas engana-se quem acha que seu jogo é obsoleto: campeão do mundo em 2006, ele ainda faz a Azzurra brilhar

Na terra de Giacomo Puccini e Giuseppe Verdi, a torcida, não por acaso, o apelidou de Mozart. Dotado de incrível habilidade, Andrea Pirlo é, como seus conterrâneos, um virtuose em sua área. Mas, à semelhança do compositor austríaco, que aos cinco anos de idade escrevia sinfonias para os adultos, o meia da Juventus é um prodígio que segue triunfando em um ambiente cada vez mais distante de sua realidade. No mundo do futebol-força, no qual o físico vem à frente da técnica, Pirlo mostra-se um craque à moda antiga, cerebral, que, à primeira vista, joga em câmera lenta – mas que, na verdade, imprime nas partidas um ritmo próprio e mortal para os adversários. Basta ver uma partida do italiano para constatar: não se fazem mais jogadores como ele.
Pirlo chamou a atenção do planeta em 2001, aos 21 anos, quando ainda jogava pelo Brescia. Em uma partida contra a…
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