A rodada da última quarta-feira, 18, do Rio Open revelou uma grande surpresa, com Francisco Cerundolo, favoritíssimo, desistindo do torneio, após ter perdido o primeiro set para Thiago Tirante e estar perdendo o segundo por 3 a 1, alegando desgaste e lesão e saindo magoadinho por ter jogado dois dias seguidos, como se isso fosse novidade no circuito. Foi também o dia das duplas brasileiras, em sequência quatro partidas. João Fonseca, (sem reclamar que tem jogado todos os dias) e Marcelo Melo passaram e passam bem, obrigado! Gustavo Heide e o menino Guto, protagonizaram uma disputa ponto a ponto no tie-break do segundo set e venceram por 2 a 0. A dupla formada pelo campeão Rafael Matos e Orlando Luz se despediu, assim como Demoliner e Romboli.

A torcida, num entra e sai de quadra, fila após fila, sobe e desce de arquibancada, apoiou fielmente. E haja disposição também do torcedor! É de cansar até essa maratonista que vos fala. Haja joelho! A gente bem que podia desfrutar daquela baita academia que foi preparada lá na área dos tenistas! A verdade é que nem daria tempo de fazer uma mobilidadezinha para soltar a musculatura. Mal acabava uma partida, começava outra! Duas duplas jogaram simultaneamente em quadras vizinhas.  Na quadra 1, ficávamos sabendo do resultado da quadra 2 pela euforia contagiante que chegava até nós, quando a dupla pontuava. Foram muitas emoções!

Arte de Cerundulo no Rio Open

Arte de Cerundulo no Rio Open

Disposição mesmo não faltou a um menininho, ao findar do jogo do Hanfmann contra o Cerundolo mais novo. O público já estava presente para assistir Rafael e Orlando que viriam em seguida. Este garoto, estava do lado contrário da quadra ao qual, geralmente crianças, correm para pedir autógrafo ou toalha aos tenistas.  Pois então ele, gritou, chamando o Hanfmann, que não entendeu e seguiu rumo ao vestiário. Não sendo atendido e ouvido em sua primeira tentativa, gritou com todas as suas forças, num som estridente que ecoou por toda a quadra e talvez até ao Cristo “Ceruuundoolooo”, fazendo Juan ouvi-lo e após às entrevistas ir até ele, sob aplauso de todos.