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O fim da mística da amarelinha

Um estrago evidente do massacre do Mineirão: a perda de respeito com a camisa que metia medo nos adversários

Por Fábio Altman4 min de leitura
HOMENAGEM David Luiz ergue a 10 de Neymar antes da goleada, mas os alemães parecem não ter ligado muito
HOMENAGEM David Luiz ergue a 10 de Neymar antes da goleada, mas os alemães parecem não ter ligado muitoKAI PFAFFENBACH

Uma mística construída em cinco décadas, desde que Pelé e Garrincha assombraram o mundo na Suécia, em 1958, foi dizimada em apenas 6 minutos – os mais desastrosos 6 minutos da história do futebol brasileiro, nos quais a Alemanha fez quatro gols, dos 23 aos 29 do primeiro tempo da semifinal no Mineirão. É tolice dizer, como afirmou um patético Felipão, que esse breve apagão de 360 segundos, apenas ele, justifica a hecatombe de 8 de julho. Desde 1982, pelo menos, quando o mágico Brasil de Telê Santana perdeu para a Itália de Paolo Rossi, e apesar dos títulos de 1994 e 2002, o tal jogo bonito reverenciado por todo o mundo foi dando espaço ao pragmatismo aborrecido. Paramos no tempo porque a era dos centroavantes geniais, Romário e Ronaldo, nos levou ao cume ao tapar os problemas evidentes. E, no entanto, nada aprendemos durante esse tempo todo. E, no…

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