Acervo
MP exige contratação de voluntários pela Fifa
Para procuradora do Trabalho, Fifa pretende ter “lucros astronômicos”, o que descaracteriza condições para trabalho voluntário. Ação cobra 20 milhões de reais de indenização por “dano moral coletivo”

O voluntariado sempre fez parte dos grandes eventos – religiosos, esportivos, de assistência humanitária e até do entretenimento. Para promotores de Justiça do Rio, no entanto, o que está em curso no trabalho voluntário para a Copa do Mundo caracteriza vínculo empregatício, e deveria seguir as leis trabalhistas brasileiras. O Ministério Público do Trabalho no Rio entrou com ação civil pública para “suspender o trabalho voluntário na Copa do Mundo 2014”, informa o site do MPT. Para que continuem a atuar, os voluntários teriam que ser contatados com carteira assinada – e, por consequência, com todos os encargos trabalhistas correndo por conta da Fifa, organizadora do evento.
A ação também pede que o Comitê Organizador Local (COL) pague 20 milhões de reais de indenização por “dano moral coletivo”. A ação vai a julgamento pela 59ª Vara do Trabalho. A procuradora que assina a ação é Carina Rodrigues Bicalho. Ela sustenta…
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