Pacotão de viagens na Máquina do Tempo
Comentarista do Futuro vai até 1912 descobrir o misterioso placar do primeiro Ponte Preta e Guarani e é obrigado a fazer escalas nos clássicos mais antigos

Quando arrumei a mala, soquei apenas a mudinha básica de sempre: roupas que passam razoavelmente despercebidas em qualquer década do Século 20. Ao inserir as coordenadas na Máquina do Tempo, digitei somente o código “24-03-1912”, data do primeiro Ponte Preta e Guarani, cinco anos depois batizado “Dérbi Campineiro”. Mas “deu ruim”. De repente me vi numa viagem longa, parecendo interminável, com seguidas, inesperadas e cansativas escalas _ tipo pacotão promocional de empresas de turismo. Não por culpa de algum ‘bug’ no meu bólido mágico, que atravessa as barreiras entre o ontem e o amanhã. Ele cumpriu com louvor a mais distante viagem que já fiz ao passado. O problema foi o rolo que arrumei na Vila Industrial, em Campinas (SP), num campo de várzea lotado de gente pra testemunhar o jogo histórico – quarto mais antigo clássico brasileiro, mas primeiríssimo lugar em mistério. Até 2021, de “quando venho”, ainda quase…
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