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Que falta fazem os “fominhas” do futebol

Esse tipo de jogador, ousado e rebelde, foi perdendo relevância, mas é sempre a ele que os treinadores recorrem quando o bicho pega

Por Paulo Cezar Caju3 min de leitura
Neymar durante o amistoso entre Brasil e Austrália no estádio Mané Garrincha em Brasília
Neymar durante o amistoso entre Brasil e Austrália no estádio Mané Garrincha em BrasíliaIvanVeja

Na jogada do gol do Corinthians contra o Atlético Goianiense, Roger Guedes abriu para receber a bola, mas o menino Gabriel Pereira preferiu arriscar o drible, se livrou de dois adversários e fez o gol. Se perdesse certamente reclamariam. O fominha tem feito falta ao futebol atual porque o fominha costuma ser ousado e rebelde, não ouve ninguém e arrisca. E em muitos casos é melhor ser surdo que ficar ouvindo as baboseiras dos professores à beira do campo.

Os atacantes normalmente são mais fominhas e me lembro do Mirandinha, que passou pelo Botafogo e foi o primeiro jogador a defender um clube inglês. Luisinho, do América, também era. E os pontas, por eles, não dariam a bola para ninguém. Existiu alguém mais fominha que o Garrincha? Ia, voltava, ia, voltava e fazia a felicidade da torcida. Gosto de ver o Pimentinha, do Sampaio Correia, e dois que se destacaram…

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