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O futebol imita a vida

Sucesso de público e crítica, o futebol jogado pelos clubes ingleses pode sofrer um duro golpe caso o Brexit seja aprovado

Por Alexandre Senechal4 min de leitura
TORRE DE BABEL – O alemão Jürgen Klopp (de boné) abraça seus comandados do Liverpool: dezesseis estrangeiros no elenco
TORRE DE BABEL – O alemão Jürgen Klopp (de boné) abraça seus comandados do Liverpool: dezesseis estrangeiros no elencoGetty Images

Os efeitos da saída do Reino Unido da União Europeia, o Brexit, cujo desfecho foi adiado mais uma vez, ficando para 31 de outubro, podem provocar uma série de desconfortos no cotidiano do cidadão comum — por exemplo, as contas altíssimas de celular com o uso de roaming internacional no continente (hoje, o custo é de chamada local). Preveem-se também enormes engarrafamentos de caminhões em razão da burocracia nos postos alfandegários.

Haverá revolta, mas é tudo fichinha em comparação a outro estrago sobre o qual pouco se fala: os prejuízos para a qualidade e as finanças da Premier League, o campeonato inglês de futebol, hoje o melhor torneio do mundo. Liverpool e Totten­ham disputarão a final da Champions League em 1º de junho. Chelsea e Arsenal são finalistas da Liga Europa em 29 de maio. Nunca antes quatro times de um mesmo país dominaram as duas principais competições europeias.

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