Acervo
Maradona: ‘Brasileiros mandam na Fifa’
Em 1995, em sua primeira aventura desastrada como técnico, gênio argentino deu de ombros para reportagem da PLACAR em Buenos Aires

Em 1995, como repórter da revista PLACAR, viajei à Argentina para entrevistar o recém-contratado técnico do Racing, Diego Maradona. Seus assessores tinham assegurado que ele falaria, mas Maradona é Maradona. Ele, claro, faltou à conversa e não se deu ao trabalho de dar explicações. Nos três dias seguintes, dei plantão na porta da casa de Dieguito (era assim que o staff se referia a ele), mas nada de o sujeito aparecer. Por sorte, um assessor do Racing autorizou a minha entrada no jogo do campeonato argentino. Vi a partida dentro do gramado (à época, os repórteres entravam literalmente em campo) e pude acompanhar os gritos e fanfarronices do gênio que ensaiava um retorno ao futebol, agora como treinador.
No final da partida, mais um golpe de sorte. Consegui entrar no vestiário do Racing e me aproximar de Maradona. Um enxame de jornalistas o rodeava. No centro da roda, ele gesticulava,…
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