Há um ano, Romário falava de peito aberto para PLACAR
Maior artilheiro dos 45 anos de PLACAR, Romário relembra a saga pelo milésimo gol e desce o sarrafo em Ronaldo, Ricardo Teixeira e sua nova classe

Aos 49 anos, e há menos de uma década distante dos gramados, Romário sofre de uma síndrome típica de boleiros aposentados. Tal qual o desafeto Pelé, ele também costuma se referir a si mesmo na terceira pessoa e, por vezes, fala como se ainda fosse jogador. “Só me aturam pelo que eu faço dentro de campo.”
Em sua mansão em Brasília, que não abriga artigos ou quadros alusivos ao futebol, mas ostenta a inseparável Ferrari vermelha na garagem e uma vista panorâmica para o Lago Paranoá e o prédio do Congresso Nacional, o ex-craque topou vestir de novo o uniforme que o consagrou na Copa de 94. A imagem de Romário com a velha 11 é impactante, embora ele não deixe transparecer nenhuma comoção ao reencontrar a amarelinha. Sua biografia como atleta sofreu uma reviravolta em 2010, quando foi eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro.
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