Direto de Doha: o corre-corre das reformas para a Copa do Mundo
Enquanto acelera fim das obras, Catar também tenta provar avanços em questões sobre condições de trabalho e Direitos Humanos

Do lado de fora do Doha Exhibition & Convention Center, em West Bay, palco do sorteio dos grupos da Copa do Mundo de 2022 que acontece nesta sexta-feira, 1º de abril, às 13h (de Brasília), o Catar ainda corre contra o tempo para concluir duas importantes missões. A primeira é desmontar os canteiros de obra que transformaram a paisagem de Doha e seus arredores em lugares empoeirados e esburacados. Os tapumes proliferam por todos os cantos e enchem a cidade com o ruído das máquinas, mesmo tarde da noite. A segunda é tentar limpar a barra da organização do Mundial com relação a problemas com as condições de trabalhadores. Para colocar de pé modernas e enormes arenas de concreto e aço, como as 378 toneladas que compõem o estádio Al-Janoub, onde antes só havia areia, pedras e arbustos secos, o país enfrentou uma série de questionamentos e denúncias.
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