Acervo · Esporte
Iniesta, assassino silencioso à solta nos gramados do país
Discreto e eficaz, craque do Barça vem para a Copa das Confederações com a missão de conquistar o único troféu importante que falta no cofre da Espanha

Dificilmente alguém verá Andrés Iniesta se pavoneando dentro ou fora dos gramados. Dono de calvície acentuada e gestos tímidos, o meio-campista de 29 anos prefere ficar à sombra dos holofotes, reservados a craques mais espalhafatosos, no bom e no mau sentido. Está fatalmente enganado, porém, aquele que acredita que essa discrição faz o atleta ser um coadjuvante no Barcelona de Lionel Messi ou na seleção espanhola. Com apenas 1,70 metro, o gigante domina a cancha com uma naturalidade assombrosa, impondo-se sobre os adversários com a qualidade de seu toque de bola e sua onipresença ofensiva, que decide partidas e campeonatos. Não à toa, foi dele o gol mais importante da história do futebol espanhol, na final da Copa do Mundo, contra a Holanda, a quatro minutos do final da prorrogação. Iniesta é o assassino silencioso – e estará à solta nos gramados brasileiros neste mês, para desespero das defesas.
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