Acervo · Copa do Mundo
Sem um título de Copa do Mundo no currículo, Neymar diminuirá de tamanho
Em seu terceiro mundial, o camisa 10 do PSG voltou a fracassar – por ora sobra apenas o “caos perfeito”

LUSAIL – As Copas são cruéis – constroem e destroem a história de grandes jogadores. A linda seleção de 1982 – a magistral equipe montada por Telê Santana –, com Sócrates, Zico, Falcão e cia., ainda hoje é lembrada com emoção, mas também com melancolia, por não ter levantado o caneco. O fenomenal Zico, aliás, um dos grandes de todos os tempos, ficou injustamente marcado pelo pênalti perdido contra a França, nas quartas de final de 1986, ainda no tempo regulamentar. Sócrates também perderia uma das penalidades. Na Itália, o genial Roberto Baggio é mais lembrado pela bola que pôs nos céus de Los Angeles, em 1994, na final, do que por suas qualidades. É cruel. Mas em plena Copa do Mundo não há como deixá-la de usar como régua – até porque ela é sempre usada nas glórias.
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