Acervo · Copa do Mundo

A algazarra da torcida e dos jogadores do Marrocos: incômodo para a Europa

No fim das contas, nas quartas só sobraram os europeus de sempre, além de Brasil e Argentina. Com a exceção dos africanos do norte

Por Fábio Altman5 min de leitura
A história foi feita no Catar: festa dos jogadores marroquinos no gramado do Education City -
A história foi feita no Catar: festa dos jogadores marroquinos no gramado do Education City -Etzel Espinosa

DOHA – Deu a impressão, na fase de grupos, de haver no Catar camelos vestidos como zebras. Houve a vitória da Arábia Saudita contra a Argentina. As duas vitórias do Japão contra Alemanha e Espanha. O Brasil perdeu para Camarões e Portugal para a Coreia do Sul. Foi só o susto inicial. Entre as oito seleções das quartas sobraram os grandões de sempre, menos os alemães, com uma geração novata e perdida, e os espanhóis. A saber: Brasil, Croácia, Inglaterra, França, Argentina, Holanda e Portugal. Apenas os portugueses nunca chegaram ao menos a uma final de Copa. E então, como convidado especial, especialíssimo, despontou o Marrocos, ao despachar a Espanha nos pênaltis, depois do 0 a 0 nos 90 minutos e na prorrogação. A linda exceção marroquina – e que festa fizeram no Education City – confirma uma regra: na hora H, só os adultos chegam lá.

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