As torcidas mais lindas e feias do mundo
Em viagem à final olímpica de 1984, cronista presencia a primeira ‘Ôla!’, dá ‘spoilers’ sobre novas coreografias e as tristes cenas de racismo do futuro

Todo esporte tem a torcida que merece. Vejam o Beisebol, essa inexplicável monotonia (juro que já tentei gostar!) cujas arquibancadas lembram um gigantesco piquenique a céu aberto, com farto consumo de ‘hot-dogs’, refrigerantes e cevada. Já o Basquete, adrenalina pura, inspira o coro voraz de “Defense!”. O mundo do Futebol conheceu ontem, embora sem alarde na mídia, a ‘Ôla!’, coreografia em que os torcedores se erguem, levantando também os braços, e voltam a se sentar rapidamente, num movimento ordenado e contínuo, criando uma ‘onda’ que atravessa a multidão horizontalmente. Daqui a dois anos, na Copa do México, a novidade vai conquistar o Planeta, tanto que será chamada de ‘Ôla Mexicana’. Mas o primeiro registro do efeito num estádio em partida de expressão internacional deu-se neste França 2 x 0 Brasil que amargamos ontem, derrota que adiou mais uma vez nosso sonho de conquistar o ouro olímpico. Sou um torcedor do…
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