O segundo 4 a 1 a gente sempre esquece
Comentarista viaja até o dia que o Brasil, seis anos após a Copa-1970, repetiu a goleada em nova final com a Itália e fez nascer a cisma com o craque Dirceu

Voltar a 1976 me remete à emoção que senti quando, ainda criança, fiquei pela primeira vez frente à frente com um jogador de futebol de verdade _ antes só tinha resenhas com os craques do meu time de botão. Lembro bem: enfastiado em pleno almoço de família numa churrascaria de Botafogo, Rio, fazia dos meus dedos da mão pernas, dando dribles e chutes numa azeitona, quando avistei em outra mesa um sujeito que, com certeza, era o Dirceu, o “Formiguinha”, do Fluminense e da Seleção na última Copa. Sob incentivos do meu pai, fui até lá e consegui, num guardanapo de papel com a logo da casa, o único autógrafo que pedi a alguém em toda a minha vida. Esse jogador vai longe, queridos leitores! Escreverá uma história linda e romântica nos gramados do mundo, digna de longa-metragem. Infelizmente, nunca terá o merecido reconhecimento no Brasil. Mas sim, e muito,…
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