O árbitro da Somália Omar Abdulkadir Artan foi impedido de entrar nos Estados Unidos para participar da Copa do Mundo de 2026, que será sediada em conjunto com México e Canadá. O incidente levou a FIFA a confirmar o corte de Artan da lista de árbitros do torneio.

Artan, que possuía um visto válido, foi barrado pelas autoridades de imigração dos EUA ao desembarcar. Relatos indicam o Aeroporto Internacional de Miami como o local do ocorrido. Após a negativa, ele foi forçado a retornar à Turquia, onde havia feito uma escala.

Em entrevista ao The New York Times, o árbitro contou como foi a negativa de sua entrada nos Estados Unidos. “Estou muito, muito desapontado. Sou apenas um árbitro tentando realizar meu sonho, o maior sonho da minha vida, que era apitar em uma Copa do Mundo. Eu tinha a documentação correta e tudo mais. Tinha o visto certo. Acho que eles (Estados Unidos) têm um problema com o meu país (Somália)”

O Ministério dos Esportes da Somália confirmou o caso e criticou a decisão. O conselheiro Ciise Aden Abshir afirmou que a recusa de entrada prejudica não apenas o árbitro, mas também mina o compromisso do futebol com a justiça e o fair play.

Posicionamento da FIFA e Ausência de Justificativa

A FIFA, por meio de comunicado oficial, confirmou que Omar Abdulkadir Artan não poderá atuar na Copa do Mundo de 2026. A entidade máxima do futebol mundial esclareceu que não está envolvida nos processos de imigração dos países-anfitriões, incluindo a análise e a concessão de vistos. A decisão final sobre a entrada de indivíduos cabe ao governo do país organizador. Até o momento, as autoridades americanas não divulgaram uma justificativa oficial para a negativa de entrada do árbitro.