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Campeão da Série B com o Corinthians, o goleiro fala de seu ídolo Dida e planeja o futuro no Timão
NATAÇÃO
Em entrevista ao Jornal Placar, o brasileiro falou de seu futuro

Brasil na Copa

Eliminatórias

PERU 1 X 1 BRASIL
13/4/1957 – NACIONAL (LIMA, PERU)
Árbitro: Washington Rodríguez (Uruguai); Público: 50.000; Gols: Terry 37 do 1°, Índio 2 do 2°
BRASIL: Gilmar; Djalma Santos, Bellini, Nílton Santos e Zózimo; Roberto Belangero, Joel, Evaristo e Índio; Didi e Garrincha. T: Vicente Feola
PERU: Asca; Fleming, Benítez, Salas e Lazón; Calderón, Bazza, Terry e Rivera; Mosquera e Gómez Sánchez. T: Gyorgy Orth

BRASIL 1 X 0 PERU
21/4/1957 – MARACANÃ (RIO DE JANEIRO, BRASIL)
Árbitro: Esteban Marino (Uruguai); Público: 138.000; Gols: Didi 11 do 1º
BRASIL: Gilmar; Djalma Santos, Bellini, Nílton Santos e Zózimo; Roberto Belangero, Joel, Evaristo e Índio; Didi e Garrincha. T: Vicente Feola
PERU: Asca; Fleming, Benítez, Rovay e Lazón; Calderón, Gómez Sánchez, Mosquera e Rivera; Terry e Seminario. T: Gyorgy Orth


Primeira fase

Brasil 3 x 0 Áustria: com o pé direito

Considerando a qualidade do adversário, o Brasil estreou muito bem. Mas os 3 x 0 foram um resultado elástico para um jogo equilibrado. Aos 37 minutos, Didi, da linha intermediária do Brasil, fez um lançamento longo para Mazzola. Da entrada da área, ele acertou um chute forte de pé direito, no ângulo esquerdo de Szanwald, fazendo 1 x 0. Aos 6 minutos do segundo tempo, o lateral Nilton Santos roubou uma bola, avançou para o ataque, tocou para Mazzola e recebeu de volta, já dentro da grande área. Com frieza de artilheiro, Nilton Santos encobriu o goleiro: 2 x 0. Aos 43 minutos, Mazzola, após um passe de Dida, chutou rasteiro no canto esquerdo, definindo o placar.

Brasil 0 x 0 Inglaterra: o primeiro 0 x 0

Vicente Feola fez uma alteração no Brasil: Dida, que não agradara contra a Áustria, deu o lugar para Vavá, do Vasco. E a Inglaterra teve de trocar o ponteiro esquerdo Finney, machucado, por Alan A’Court, do Liverpool. O Brasil jogou até melhor do que na estréia, principalmente no primeiro tempo, e criou quatro claras chances de gol. Vavá acertou o travessão de McDonald aos 29 minutos do primeiro tempo e o goleiro inglês fez uma defesa milagrosa numa cabeçada de Mazzola 4 minutos depois. No segundo tempo, McDonald ainda pegou uma falta cobrada por Didi. E fez outra grande defesa quando Vavá e Mazzola apareceram livres na área e Mazzola chutou em cima dele. De qualquer forma, o jogo foi histórico: depois de 28 anos e de 117 partidas disputadas em seis Copas do Mundo, este foi o primeiro 0 x 0.

Brasil 2 x 0 União Soviética: um verdadeiro baile

Além de Zito, que deu entrou no lugar de Dino Sani, Pelé e Garrinhca também estreariam na Copa. O Brasil não sabia bem o que esperar. Mas quando o jogo começou a Seleção não precisou de mais de 180 segundos para mostrar que Feola acertara em cheio nas trocas. Na primeira bola que recebeu, Garrincha passou por seu marcador como se ele não existisse, entrou na área e carimbou a trave esquerda de Yashin. Um minuto depois, em nova jogada de Garrincha, Pelé acertou o travessão soviético. E, no lance seguinte, Vavá recebeu um passe de Didi entre dois zagueiros e, na corrida, da meia-lua, chutou forte para abrir o placar. O segundo gol até que demorou. Numa troca de passes entre Pelé e Vavá, a bola sobrou entre Vavá e dois zagueiros. Conhecido por sua impetuosidade, o centroavante esticou a perna e fez o gol, mas conseguiu em troca um enorme corte na canela esquerda, causado pelas travas da chuteira de Kesarev.


Quartas-de-final

Brasil 1 x 0 País de Gales: só o Brasil no ataque

No primeiro tempo, Gilmar não fez nenhuma defesa (recebeu apenas duas bolas recuadas pelos zagueiros). Do outro lado, Kelsey virou “a” figura do jogo, fazendo intervenções seguras e muita cera – na época, o goleiro podia ficar batendo a bola no chão pelo tempo que quisesse. Aos 26 minutos do segundo tempo, quando já começavam os sinais de nervosismo, Mazzola levantou a bola de bicicleta para a risca da grande área. Na corrida, Didi tocou de cabeça para Pelé, dentro da área. De costas para o gol, e com o gigante Mel Charles colado nele, Pelé tocou com o pé direito, fazendo a bola passar à frente do zagueiro na altura exata. Daí, veio um giro de corpo e o chute de pé direito antes que Williams chegasse para a cobertura. Um golaço. Surgiram outras chances para ampliar, porque o ânimo dos galeses murchou totalmente. Didi foi considerado o melhor em campo, mas todos os abraços foram para Pelé.


Semifinal

Brasil 5 x 2 França: o melhor da Copa

O Brasil começou arrasando, como fizera contra os soviéticos. Aos 2 minutos, Didi lançou Vavá, que matou no peito, entrou sozinho e fulminou Abbes com um chute violento, abrindo o marcador. Mas o empate veio no primeiro lance de perigo criado pelos franceses. Aos 9 minutos, Kopa enfiou uma bola perfeita para Fontaine, que chegou na frente de Bellini, driblou Gilmar e concluiu para a meta vazia. Didi anotou 2 x 1 num chute de longa distância, aos 39 minutos. No segundo tempo, o Brasil dominou totalmente, forçando os médios franceses a ficar plantados na defesa. Pelé marcou três golaços. Vavá, atingido por Lerond, deixou o campo após o quinto gol, mas já estava tudo decidido e o Brasil passou para a grande final.

BRASIL 3 x 0 ÁUSTRIA
Data: 08/06/58
Local: Rimnersvallen (Uddevalla)
Árbitro: Maurice Guigue (França)
Auxiliares: Dusch (Alemanha Ocidental) e Bronkhorst (Holanda)
Público: 20.000 pessoas
Gols: Mazzola (37/1T), Nilton Santos (6/2T), Mazzola (44/2T)
Brasil
Gilmar
De Sordi
Bellini
Orlando
Nilton Santos
Dino
Didi
Joel
Mazzola
Dida
Zagallo
T: Vicente Feola
Áustria
Szanwald
Halla
Happel
Swoboda
Hanappi
Koller
Horak
Senekowitsch
Buzek
Alfred Korner
Schleger
T: Josef Molzer
BRASIL 0 x 0 INGLATERRA
Data: 11/06/58
Local: Nya Ullevi (Gotemburgo)
Árbitro: Albert Dusch (Alemanha Ocidental)
Auxiliares: Zsolt (Hungria) e Loow (Suécia)
Público: 40.985 pessoas
Brasil
Gilmar
De Sordi
Bellini
Orlando
Nilton Santos
Dino
Didi
Joel
Mazzola
Vavá
Zagallo
T: Vicente Feola
Inglaterra
McDonald
Howe
Banks
Clamp
Wright
Slater
Douglas
Robson
Kevan
Haynes
A’Court
T: Walter Winterbottom
BRASIL 2 X 0 UNIÃO SOVIÉTICA
Data: 15/06/58
Local: Nya Ullevi (Gotemburgo)
Árbitro: Maurice Guigue (França)
Auxiliares: Jorgensen (Dinamarca) e Nilssen (Noruega)
Público: 50.928 pessoas
Gols: Vavá (3/1T, 31/2T)
Brasil
Gilmar
De Sordi
Bellini
Orlando
Nilton Santos
Zito
Didi
Garrincha
Vavá
Pelé
Zagallo
T: Vicente Feola
União Soviética
Yashin
Kesarev
Khrizhevski
Kuznetsov
Voinov
Tsarev
Alexander Ivanov
Valentin Ivanov
Simonian
Igor Netto
Ilyin
T: Gavril Katchalin
BRASIL 1 x 0 PAÍS DE GALES
Data: 19/06/58
Local: Nya Ullevi (Gotemburgo)
Árbitro: Friedrich Seipelt (Áustria)
Auxiliares: Dusch (Alemanha Ocidental) e Guigue (França)
Público: 25.923 pessoas
Gols: Pelé (20/2T)
Brasil
Gilmar
De Sordi
Bellini
Orlando
Nilton Santos
Zito
Didi
Garrincha
Mazzola
Pelé
Zagallo
T: Vicente Feola
País de Gales
Kelsey
Williams
Mel Charles
Hopkins
Sullivan
Bowen
Medwin
Hewitt
Webster
Allchurch
Jones
T: Jimmy Murphey
BRASIL 5 x 2 FRANÇA
Data: 24/06/58
Local: Solna-Rasunda (Estocolmo)
Árbitro: Mervyn Griffiths (País de Gales)
Auxiliares: Leafe (Inglaterra) e Wyssling (Suíça)
Público: 27.100 pessoas
Gols: Vavá (2/1T), Fontaine (9/1T), Didi (39/1T), Pelé (8/2T, 19/2T, 31/2T), Piantoni (38/2T)
Brasil
Gilmar
De Sordi
Bellini
Orlando
Nilton Santos
Zito
Didi
Garrincha
Vavá
Pelé
Zagallo
T: Vicente Feola
França
Abbes
Kaelbel
Jonquet
Lerond
Penverne
Marcel
Wisnieski
Piantoni
Fontaine
Kopa
Vincent
T: Paul Nicolas